" 2 Samuel, 5:12 - Entendeu, pois, Davi que o Senhor o confirmara rei sobre Israel, e que exaltara e reino dele por amar do seu povo Israel."
Este é o quinto livros dos doze que formam os livros históricos do antigo testamento, originalmente 1 e 2 Samuel formavam um só livro no antigo testamento Hebraico. Vindo a serem separados na tradução da Septuaginta para o grego, 2 Samuel continua a história profética do aspecto teocrático da monarquia de Israel, ilustra a fundo, com exemplos do reinado de Davi é a sua vida pessoal, as condições do concerto de Israel, conforme foi definido por Moisés em Deuteronômio. Como o primeiro a autoria do livro é anônima, seu tema e o reinado de Davi e a sua data é algo como os fins do século X aC.
A obediência a Deus concernentes ao concerto divino resultava em bênçãos, despreza - lás portanto, resultava em maldições e castigos, embora estejamos em um período denominado de tempo da graça, e não dá lei vigente na antiga aliança, esse princípio de obediência é divino e imutável, e se aplica a todo e qualquer tempo na vida de qualquer Cristão, obedecer sempre resulta em benefícios para as nossas vidas, a desobediência, também tem seu resultado, muito ruim por sinal. Devemos ser obedientes, Davi foi um grande rei, teve uma comunhão grande com Deus, mesmo assim, teve momentos em que desobedeceu, ainda depois de arrepender-se e ser perdoado por Deus, seu ato de desobediência teve consequências na sua vida e de sua família, portanto, sejamos obedientes.
O livro enfoca a ascendência de Davi ao trono e dos quarenta anos de seu reinado. Inicia-se com a morte de Saul e Jônatas na batalha do monte Gilboa. Davi é então ungido rei sobre Judá, sua tribo. Há uma disputa pelo poder entre a casa de Saul representada por Is-Bosete, filho de Saul em maquinação com Abner comandante dos exércitos de Saul (2.8). O reino de Israel fica com Is-Bosete, mas, aparentemente quem governa é Abner.
Abner decide entregar o reino a Davi. Infelizmente durante essa missão Abner foi assassinado. O narrador teve a cautela de afirmar que havia inimizade entre Abner e Joabe (cap. 2) de forma que o leitor entenda que quando Joabe matou Abner, ele o fez por motivos pessoais, não por ordem de Davi (3.28-39). Da mesma maneira o narrador queria mostrar que Davi não matou nem mandou matar o rei de Israel, Is-Bosete (cap. 4).
Davi executou o amalequita que afirmou ter matado Saul (1.1-16), executou também os assassinos de Is-Bosete (cap. 4). Ele censurou e condenou a atitude de Joabe pelo assassinato de Abner (3.28-39). Também deve ser observado o lamento de Davi por Saul (1.17-27) e a bondade para com o filho de Jônatas, Mefibosete. Tudo isso foi usado pelo narrador para demonstrar a ausência de agressão de Davi com respeito à casa de Saul.
Após a morte de Is-Bosete, os representantes das tribos de Israel vieram e Hebrom e ungiram Davi como rei de toda a nação. Davi reinou durante sete anos e seis meses em Hebrom, e reinou trinta e três anos sobre toda nação em Jerusalém (5.1-5).
Davi unificou tanto a vida religiosa quanto política da nação ao trazer a Arca do Testemunho da casa de Abinadabe, onde havia estado desde que fora recuperada das mãos dos filisteus (6.1-7). Davi derrotou com sucesso os inimigos de Israel, e iniciou um período de estabilidade e prosperidade. Tristemente porém a sua vulnerabilidade e fraqueza o levam ao pecado com Bate-Seba e ao assassinato de Urias, esposo dela. Apesar do arrependimento de Davi depois de confrontado pelo profeta Natã, as consequências da sua ação são declaradas com todas as letras: “Agora, pois, não se apartará a espada jamais de tua casa” (12.10).
O autor deixa evidente o estabelecimento da aliança davídica por Deus. Davi ao ser coroado como rei, não usurpou o trono, antes preferiu sofrer a ser considerado usurpador. Da unção em 1 Samuel 16 à entronização em 2 Samuel 5, a preocupação do narrador era demonstrar que mesmo destinado pelo Senhor para governar Israel, Davi soube esperar com paciência.
Davi foi inicialmente aclamado rei em Hebrom pela tribo de Judá (1 – 4) e depois foi aceito pelas demais tribos após o assassinato de Is-Bosete (5.1-5). A liderança de Davi foi decisiva e eficaz para o fortalecimento da nação. Conquistou Jerusalém, que pertencia aos jebuseus e fez dela sua capital e residência (5.6-14).
Embora a sua ascendência sobre Judá tenha se concretizado sem atritos, há derramamento de sangue antes dele tornar-se rei sobre toda a nação. As narrativas enfatizam que Davi é inocente das mortes de Abner e de Is-Bosete, assim como era inocente da morte de Saul e Jônatas.
No reinado de Davi, o Senhor fez Israel prosperar, derrotar seus inimigos e em cumprimento das promessas divinas ampliar suas fronteiras do Egito até o Eufrates (cap. 8).
Então o Senhor após ter recusado a oferta de Davi de construir-lhe uma casa, faz uma aliança de que a dinastia davídica permaneceria para sempre. Essa promessa é a continuação e especificação da aliança divina feita com os patriarcas e trata-se de um desenvolvimento de grande importância na esperança messiânica que será cumprida em Cristo (7.4-17).
A aliança davídica estabelece que os propósitos de Deus para a casa de Davi são inabaláveis.
Devemos procurar durante a leitura do livro de 2Samuel, as características de santidade na vida de Davi, sua fidelidade, sua paciência, coragem, generosidade, comprometimento e sinceridade.
Assim como Davi, podemos também ser uma pessoa segundo o coração de Deus.
Continuem lendo a Bíblia, este maravilhoso livro, a voz de Deus para nós.
Jesus está voltando.
Deus abençoe.
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